As quase 40 famílias sem-teto que deixaram o prédio do antigo Banestado, no centro de Curitiba, no último domingo, permanecem em compasso de espera, aguardando que o governo defina um local para onde ir. As famílias estão na sede do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), no bairro Rebouças, onde não devem permanecer por muito mais tempo, segundo um dos coordenadores do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Anselmo Schwerterner.

“A CUT (Central Única dos Trabalhadores) vai se reunir e provavelmente nos dê um cartão vermelho. Não dá para a gente continuar aqui por mais tempo”, falou. Na quarta-feira, representantes do MNLM estiveram reunidos com o secretário de Estado de Relações com a Comunidade, Mílton Buabssi, pedindo para interceder nas negociações. “Eu informei que o máximo que conseguiria seria o cadastramento na Cohab, embora muitas dessas famílias já estejam cadastradas”, afirmou o secretário. Segundo ele, sua ação se limita a tentar fazer uma ?ponte?, já que “esse é um problema que afeta o município e não o Estado”.

Ontem, representantes do MNLM foram à Cohapar solicitar o auditório emprestado, mas não obtiveram uma resposta. “Desse jeito, a gente vai ter que colocar metade da mudança em frente à Prefeitura e outra metade em frente ao Palácio Iguaçu. Acho que é isso o que querem”, ameaçou Schwertner, ironicamente.