O contato com a natureza na formação de novos cidadãos é uma das principais iniciativas dos grupos de escoteiros. Apostando nas ações de recreação e educação ambiental, a União dos Escoteiros do Brasil (UEB) cresce a cada ano e chega em 2004 aos 80 anos, com um panorama positivo para o futuro.

Atualmente, existem 6.400 membros do escotismo no País. A UEB pretende chegar aos 9 mil integrantes até 2006.

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Escoteiro e a UEB, presidida pelo vereador e ex-escoteiro Paulo Salamuni (PMDB), vêm realizando durante a semana uma exposição em comemoração a essa data. A exposição Escotismo – Lição Diária, apresenta a cultura e história do escotismo no Paraná. Pode ser visitada na Secretaria de Estado da Cultura até amanhã. Além disso, outros eventos, como palestras explicativas, orientações de como participar ou instalar um Grupo Escoteiro nas comunidades, também estarão acontecendo simultaneamente.

“É uma comemoração nacional e serve de estímulo para que outras comunidades participem dos grupos. Como a sede nacional se encontra em Curitiba, queremos fortalecer ainda mais a cultura do escotismo no Estado”, relata Salamuni.

O escotismo foi criado na Inglaterra em 1901. A introdução no Brasil, porém, aconteceu em 1910. No Paraná, o escotismo chegou em 1913. Primeiramente, a sede da UEB se localizava no Rio de Janeiro. Anos depois, a sede foi transferida para Brasília e, atualmente se encontra em Curitiba.

Segundo Salamuni, a força do escotismo paranaense, que se desenvolveu muito nos últimos anos, contribuiu diretamente para a vinda da entidade para a cidade. “Nós mostramos que no Estado, a cultura do escotismo tem força. Isso foi fundamental para que a sede viesse para cá”, completa.

Irineu Rezende Neto, presidente regional da UEB, se dedica há 27 anos ao escotismo. Ele ressalta a importância do grupo no desenvolvimento da vida social. “É uma satisfação pessoal. Além de estar em contato com a natureza e aprender coisas novas a toda hora, sempre conhecemos pessoas diferentes, aumentando o convívio social quando ainda somos crianças e até na adolescência”, conta.