Pronto há quase dois anos, o prédio do novo laboratório municipal de análises clínicas de Curitiba, localizado na esquina das ruas Primo Lourenço Tosin e Affife Mansur, no bairro Novo Mundo, continua com as portas fechadas. A obra foi construída em parceria com o governo estadual, por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU). Com 3,9 mil metros quadrados de área construída, o espaço substituirá o prédio onde hoje funciona o serviço, no Parolin. Foram investidos R$ 10,5 milhões, com a promessa de dobrar a capacidade da atual estrutura do laboratório, que realiza 16 mil exames por dia.

No entanto, o prédio do novo laboratório municipal continua fechado e sofrendo com a ação do tempo. Moradores da região afirmam que a estrutura já apresenta sinais de deterioração. “Há diversas rachaduras nas paredes externas do prédio. Além disso, o muro está pichado e às vezes o pessoal joga lixo dentro da área”, reclamou Luciano Lascoski, que mora em frente ao prédio.

Na expectativa

Quem trabalha na atual sede do laboratório municipal de análises clínicas, localizada no Parolin, reclama da estrutura de trabalho e da demora na entrega do novo prédio. Um analista clínico, que preferiu não revelar sua identidade, disse que a mudança é esperada pela categoria há muitos anos. “Já escuto essa história de mudança há pelo menos cinco anos e nunca aconteceu nada. Quando saiu o prédio novo, ficamos na expectativa, mas passados dois anos ainda estamos no Parolin, onde a estrutura é pequena para o volume de trabalho que temos”, disse.

Outro servidor do laboratório municipal, que também não quis se identificar, afirmou que o atual prédio já apresenta sinais de que não suporta mais a demanda diária de trabalho. “Os equipamentos são bons, de ponta, mas o local se tornou pequeno. Para ter ideia, no ano passado um banheiro masculino foi desativado para se tornar um laboratório”, afirmou. “O local também é inseguro demais. Infelizmente o bairro é perigoso, para nós, trabalhadores, e também para os moradores da região”, declarou.

A coordenadora de estrutura do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues dos Santos, confirmou que a reclamação por parte dos trabalhadores em relação à estrutura do atual prédio do laboratório municipal é antiga. “No geral, as reclamações eram sobre a estrutura do prédio e a falta de segurança na região do Parolin, e não em relação às condições de trabalho. Por exemplo, tem equipamentos de alta tecnologia lá que são ligados em redes elétricas antigas. De fato, o atual laboratório ficou pequeno e a mudança é necessária”, ressaltou.

Gerson Klaina
Prefeitura atribui demora a readequações e revisão de contratos.

Falta pouco, promete prefeitura

Segundo a diretora de rede e assistência da Secretaria Municipal de Saúde, Carmem Regina Ribeiro, a demora para o laboratório municipal de análises clínica mudar do Parolin para a nova sede do Novo Mundo ocorre por causa de mudanças estruturais e de contratos. “Quando assumimos a gestão tivemos que mudar muita coisa na estrutura do prédio novo, como readequações e reparos. Além disso, revisamos todos os contratos por questões de recursos”, informou.

Ainda de acordo com a diretora, a mudança para a nova sede ocorre ainda neste ano. “A previsão é que até o final de novembro aconteça a mud,ança. O nosso foco agora é fazer a mudança sem que os serviços prestados pelo laboratório sofram interferências”, conclui Carmem.