A queda de braços entre os sindicatos que representam as diferentes categorias de trabalhadores da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a empresa teve fim na manhã de ontem, quando os trabalhadores aprovaram contraproposta que trouxe 1% de ganho real, a partir do salário de maio de 2013. Os dois lados cederam para o acordo, já que a Copel afirmava se tratar da oferta final os 5,58% de reajuste. Já os trabalhadores, batalhavam por 3% de ganho real, a exemplo de outras negociações firmadas pelo setor elétrico no país.

O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (Sindenel), Luis Eduardo Nunes, reforçou que a negociação não encerrou com o acerto do reajuste. “Seguiremos em processo negocial ao longo de 2013. Já temos algumas reuniões agendada com a diretoria para discutir itens como a Fundação Copel”, informou. “Foi uma campanha histórica, de difícil negociação. A mobilização foi determinante para avançarmos nos ganhos e deixa claro a necessidade de valorização dos quadros por parte da empresa”, acrescentou.

A diretora de Gestão Corporativa, Yára Christina Eisenbach, disse que ainda não é possível prever o impacto do aumento na receita empresa. “Estamos acordados a analisar em conjunto com os sindicatos como isso se dará em um ano que se avizinha uma perda de R$ 1 bilhão por conta Medida Provisória 579”, destacou.

Além do reajuste de 1% em maio de 2013, o Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2013 vai passar a remunerar os vencimentos retroativos a outubro (mês da data-base) com os 5,58% já ofertados na primeira proposta da empresa.