Em carreata pelo centro de Curitiba, servidores públicos federais protestaram contra defasagem de vários setores na manhã desta terça-feira (21). Todos por um mesmo motivo, em busca de reajuste, novos concursos federais e melhoria nas condições de trabalho, os trabalhadores seguiram da Praça Santos Andrade, até a Boca Maldita.

O protesto, que aconteceu em todo o país, em Curitiba conseguiu reunir aproximadamente 300 pessoas, conforme a Polícia Militar. Com os mesmos motivos, todos seguiram também com palavras de ordem contra Dilma e o governo federal. Havia também faixas contra o governador do Paraná, Beto Richa.

A manifestação começou pelos trabalhadores da Justiça em geral, mas ganhou apoio dos demais servidores federais e também do INSS. “Estamos todos juntos para mostrar que as coisas não estão funcionando no nosso país”, explicou Carla Rovel, do comando de greve do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho (Sindjutra).

O ato reuniu servidores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), que estão parados desde maio. A greve dos servidores federais afeta o Hospital de Clínicas de Curitiba (HC).

Judiciário

Os servidores do judiciário, amparado pela aprovação no Senado, pedem aumento salarial de até 78,6%. Para este ano, a proposta aprovada pelo Senado prevê aumentos a partir de 20% em 1 de julho; 40% a partir de dezembro. Já para o ano que vem, o aumento deve ser de 55% a em julho e 70% a partir de dezembro. O limite máximo do aumento chegaria a 85% a partir de julho de 2017 e integralmente a partir de dezembro de 2017.

Apesar disso, o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defende o “veto integral” do projeto de reajuste. O prazo para a presidente Dilma Rousseff sancionar ou vetar a proposta termina nesta terça-feira (21) e ela já indicou que deve vetar.