Servidores municipais da Saúde realizaram na manhã desta quarta-feira (1º) paralisações de 30 minutos em unidades básicas de saúde de Curitiba. Com o mote “30 minutos pelas 30 horas”, a paralisação reuniu servidores excluídos do projeto de lei que reduziu a carga horária para 30 horas somente para cinco categorias da Saúde do município. Parte dos servidores excluídos está em greve há 59 dias. Profissionais já contemplados com a diminuição na jornada de trabalho também participaram da manifestação por solidariedade, de acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc).

A assessoria de imprensa do sindicato informou que, até às 11h30, 12 unidades básicas de saúde pararam totalmente por meia hora e outras duas tiveram paralisação parcial. Mais uma paralisação está programada para o período entre 19h e 19h30 nos Centros Municipais de Urgências Médicas.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de assessoria de imprensa, informou que poucos servidores participaram das paralisações, que não prejudicaram o atendimento à população.

O início das negociações entre servidores da Saúde em greve e a Prefeitura de Curitiba deve acontecer nesta quinta-feira, mas ainda não há confirmação. A administração municipal, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, reitera que negocia somente com os servidores em efetivo exercício e que a greve dos profissionais da Saúde havia sido motivada pela antecipação da data para começar as conversas. A Prefeitura desde o início indicou que a data para o início das negociações era 02 de fevereiro e, por isto, entende que não há mais motivo para a greve continuar.

De acordo com Alessandra Oliveira, diretora de comunicação do Sismuc, os servidores estarão em frente ao Edifício Delta, na Avenida João Gualberto, às 14 horas desta quinta-feira, para a rodada de negociações. “Depois desta mesa de negociação, será feita uma assembleia, quando será decidido se os servidores voltam ou não ao local de trabalho”, explica.