Os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Paraná realizaram uma assembléia nesta segunda-feira (6), em Curitiba,  para  definir os procedimentos a serem tomados nos próximos 15 dias, período em que está suspensa a paralisação da categoria,  iniciada no dia 29 de maio.

Segundo o representante da Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra no Paraná, Geraldo Batista Martins, o estado de greve permanece.  ?O que estamos fazendo é dar um voto de confiança ao governo, que se comprometeu a formalizar  e apresentar uma proposta financeira digna?.

Ele disse que nessas duas semanas, os 115 servidores de Curitiba e os  35 que atendem as duas unidades avançadas, de  Francisco Beltrão e Cascavel, irão trabalhar normalmente, retomando os serviços  prejudicados com a greve e que poderiam comprometer as metas para este ano, como por  exemplo o assentamento no Paraná de 2,4 mil famílias.

?Os serviços essenciais como a entrega de cestas básicas, o fornecimento de declarações  para fins de aposentadoria rural foram mantidos,  mas  estavam  suspensas  todas as operacionalizações  dos recursos destinados a  projetos do Incra no Estado?.  

No Paraná, os servidores  não terão os dias de greve descontados devido a uma liminar  do Tribunal Regional Federal , que considerou o corte indevido, segundo explicou Martins.

Os servidores do Incra reivindicam  atualização do plano de carreira, criado em 2004, e realização de concurso público para admitir mais 4 mil funcionários. Eles  querem isonomia salarial com outras categorias do serviço público, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) e o Instituto de Pesquisa econômica Aplicada (Ipea).