O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) devem apresentar na próxima segunda-feira (26) a pauta de reivindicações para mudanças no regulamento do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), que fornece assistência à saúde para os funcionários públicos da capital paranaense. A Prefeitura de Curitiba vai analisar as propostas e dar um posicionamento na sexta-feira seguinte (30).

Este foi o saldo após a reunião na manhã desta quarta-feira (21) entre representantes do Sismuc e do Sismmac; o prefeito Luciano Ducci; o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur; a presidente do ICS, Ana Luiza Gondim; e a procuradora-geral do Município, Claudine Bettes. O encontro foi marcado depois do protesto dos servidores contra mudanças no ICS na tarde desta terça-feira (20) em frente a Prefeitura de Curitiba.

Um grupo de manifestantes entrou na sede da administração municipal e permaneceu nas instalações do gabinete do prefeito até às 23h40. Os servidores somente deixaram o local depois da garantia de que Ducci os receberia hoje para conversar sobre o ICS.

Os servidores são contra algumas mudanças que estariam sendo propostas pela prefeitura para o ICS, visando adequação conforme normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Os funcionários públicos temem a cobrança de determinadas consultas e exames realizados nas sedes do ICS, pagamento do valor das consultas em caso de desistência sem justificativa e mudanças na contribuição mensal.

Atualmente, os servidores têm 3,14% do salário descontado para a assistência médica fornecida pelo ICS. “Não admitimos qualquer mudança na forma de pagamento. Queremos que o novo regulamento do ICS não cause prejuízos ao servidor”, comentou Irene Rodrigues, diretora de assuntos jurídicos do Sismuc. De acordo com ela, a reunião com o prefeito Luciano Ducci foi positiva, pois foi aberto um canal de negociação.

A Prefeitura de Curitiba divulgou, por meio de assessoria de imprensa, que as questões referentes ao ICS estão sendo discutidas com os servidores há mais de um ano.

A procuradora-geral do Município, Claudine Bettes, disse que as mudanças na forma jurídica do ICS não afetam o atendimento ao servidor e não sugerem cobranças de multa ou aumento na alíquota de contribuição.

Mas confirmou que está em análise uma proposta para evitar as faltas às consultas sem aviso prévio, para tentar minimizar os prejuízos nos atendimentos diários frente a alta demanda.