Foram iniciadas ontem, na Unidade Básica de Saúde do Jardim Marabá, em Londrina, na região norte do Estado, as atividades do mutirão contra a dengue, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em parceria com a Defesa Civil e prefeituras da região de Londrina. No boletim mais recente, que revelam números até o dia 26 de fevereiro, foram registrados 973 casos do Estado, sendo 806 autóctones, cuja infecção aconteceu dentro do Paraná, e outros 167 importados de outras regiões. Ontem, as mobilizações atingiram 66 cidades. Na próxima sexta-feira 84 municípios serão atingidos pelo mutirão.

“Mesmo com a relevância das ações desse dia, é importante que cada pessoa faça a sua parte. As vistorias presentes no Dia D devem ser feitas a cada quatro dias nos ambientes intradomiciliares, que são responsáveis por 90% dos criadouros”, disse o secretário de Saúde, Gilberto Martin.

Os números deste ano estão bem maiores se comparados com o mesmo período do ano passado. Em fevereiro de 2009, por exemplo, a Sesa havia constatado 102 casos, sendo 81 autóctones e 21 importados. Para a Defesa Civil do Paraná, os índices de dengue aumentaram principalmente devido às chuvas fortes e calor, ações que tornam propícias as condições para os mosquitos se desenvolvam.

Segundo o boletim do dia 4 de março, Maringá, Foz do Iguaçu e Londrina são as regiões que mais apresentam casos confirmados de dengue no Paraná em 2010. São 169, 134, 68, respectivamente. Para o capitão do Corpo de Bombeiros em Foz do Iguaçu, Edson Leonel Rodrigues, a ação de ontem foi o primeiro passo para reduzir os índices de dengue na cidade. “Estamos juntando forças com vários órgãos como a Defesa Civil, Centro de Controle de Zoonoses da região, prefeitura e voluntários para baixar esse índice de Foz do Iguaçu (134). Estamos percorrendo bairros distribuindo materiais e orientando a população sobre o que fazer para evitar a dengue”, contou.

Segundo Rodrigues, a maior dificuldade nesse tipo de ação é o desconhecimento da população. “Vemos ações banais em várias casas que visitamos. Exemplo disso é a quantidade de pneus velhos armazenados em quintais. Isso representa a condição perfeita para criadouro da dengue. É preciso que a população faça a sua parte. O governo fomenta, mas no caso da dengue a contenção é mais específica”, ressaltou.

O último levantamento do Índice de Infestação Predial (IIP), também divulgado pela secretaria no boletim da dengue, apontou que as cidades com maior índice são Doutor Camargo (24,6%), Quatro Pontes (18,42%), Porecatu (18,37%), Nova aliança do Ivaí (16,95%), Sarandi (16,72%) e Mercedes (16,36%). Os níveis estão acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o órgão, o ideal é que o IIP seja menor que 1%, ou seja, a cada 100 imóveis vistoriados menos de um imóvel deve ter larvas do mosquito.