A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está criando mecanismos para controlar o número de leitos que os hospitais têm disponíveis. A medida deve aumentar a oferta de vagas principalmente em unidades de terapia intensiva (UTIs). Segundo o diretor de Sistemas em Saúde, Gilberto Martin, hoje é a Central Reguladora que liga para os hospitais pedindo a vaga, mas nem sempre as respostas condizem com a realidade.

O promotor de Ponta Grossa, Fuad Faraj, acompanha o problema da falta de leitos na cidade desde 2003. Segundo ele, de agosto daquele ano até o mesmo mês de 2005, 90 pessoas perderam a vida à espera por atendimento em UTIs. A solução veio há duas semanas, depois que o Ministério Público começou a requisitar oficialmente os leitos e a 3.º Regional de Saúde fez uma auditoria. De 37 pacientes que ficavam até três dias no Pronto Socorro Municipal a espera de internação – não necessariamente em UTI – o número baixou para um. A mesma situação pode estar se repetindo em outras cidades.

Segundo Martin, a sonegação de leitos existe e já foi constatado em alguns casos. Mas daqui a quinze dias esse problema deve estar resolvido. Em cada uma das 22 regionais de saúde vai estar atuando um grupo de técnicos com a missão de conferir a lotação nos hospitais.

Campos Gerais

A região dos Campos Gerais é a que apresenta a maior demanda do Estado por leitos de UTI. Segundo Fuad, na última quinta-feira, mais duas pessoas perderam a vida depois de aguardarem por mais de quinze horas por atendimento no Pronto Socorro Municipal. O governo do Estado anunciou esta semana que mais 20 leitos para adultos vão ser a criados na cidade, além de 10 infantis e quatro neonatais.