Passageiros que utilizam o transporte coletivo deverão ficar atentos. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindomoc), a paralisação desta quinta-feira está mantida.

De acordo com Dino de Mattos, vice-presidente do sindicato, a paralisação deverá atingir somente as empresas que ainda não efetuaram os pagamentos dos funcionários das empresas. O prazo para este pagamento termina em breve.

Segundo o sindicato, as empresas que não cumpriram com suas obrigações trabalhistas são: Sorriso, Redentor, Marechal, São José dos Pinhais, CCD, Tamandaré e Glória.

A Urbs informou na manhã desta quarta-feira que ingressou na Justiça com pedido de frota mínima caso o Sindimoc deflagre a greve. A gestora do transporte coletivo da capital reivindica a garantia de 70% dos ônibus circulando nos horários de pico e de 40% nos demais horários. Desde que os trabalhadores aprovaram o indicativo de greve, o órgão mantém uma equipe avaliando as medidas que podem ser adotadas em caso de paralisação do sistema.

Segundo a assessoria da imprensa da Urbs, ainda não há previsão para repassar os cerca de R$ 10 milhões pendentes às empresas porque não recebeu da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) o montante.

Novo repasse

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, autorizou, no final da tarde desta quarta-feira (07), o repasse de R$ 3,8 milhões para que “as empresas paguem em dia o salário de cobradores e motoristas, nesta quinta-feira (08)”. Ele afirmou, por meio das redes sociais, que é “fundamental evitar que os trabalhadores fiquem sem receber seus vencimentos, que motivaria a paralisação do sistema de transporte, gerando prejuízo para toda cidade”.

Além disse, Fruet reiterou a pendência do pagamento dos passivos do convênio entre a prefeitura e o governador Beto Richa. A data limite para o pagamento era o dia 31 de dezembro.