Durante a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ontem, ficou acordado que as faltas durante a paralisação serão pagas com horas extras. A compensação deve acontecer somente no segundo semestre deste ano. Em relação aos prejuízos causados pelos grevistas, como pneus furados e ônibus danificados, as empresas resolveram pagar a conta.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) pode não ter qualquer prejuízo. Apesar de a Justiça do Trabalho ter determinado a multa para o caso de descumprimento da decisão judicial que estabelecia o mínimo de 70% dos ônibus circulando em horários de pico e 50% nos demais horários, ainda não foi decidido se a entidade terá que pagá-la mesmo.

Cobrança

Durante a reunião, a procuradora do Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR), Thereza Cristina Gosdal, insistiu que o sindicato deveria pagar a multa. No entanto, a decisão do pagamento da multa ficou sob responsabilidade do desembargador do TRT, Altino Pedrozo dos Santos, que ficou de analisar a questão após o retorno das atividades do transporte coletivo.

Ainda durante a audiência, o advogado do Sindimoc, Elias Mattar Assad, solicitou que, caso haja necessidade de pagamento da multa, não seja cobrada integralmente, mas fracionada, de acordo com as horas de descumprimento. O valor da multa era de R$ 100 mil por dia, valendo desde ontem, quando a greve foi encerrada pouco antes das 16h.