Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral (Sinditest) participaram de uma reunião ontem, na sede da Procuradoria da República no Paraná, em Curitiba. Comandada pela procuradora Antônia Lélia Krueger, a reunião teve como objetivo a discussão e a busca de soluções para problemas que fazem parte da rotina diária do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR.

Segundo o presidente do Sinditest, Moacir Freitas, um dos principais problemas do hospital é a falta de equipamentos. “O HC é um hospital universitário e que não conta sequer com um equipamento de ressonância magnética”, comenta. “No local, existem um ou dois aparelhos de raio-x em funcionamento para dez que estão parados”.

Atualmente, de acordo com o Sinditest, existem 3.370 servidores em atividade no HC, sendo 2.170 do quadro da reitoria e 1.200 da Fundação da UFPR (Funpar). Para atender à demanda do hospital, Moacir diz que seria necessária a realização de um concurso público para contratação de, no mínimo, mais 500 servidores. “O número de atendimentos feitos dentro do hospital tem crescido a cada dia. Enquanto isso, o quadro de funcionários é cada vez menor. Na área de isolamento (que atende pacientes com aids e doenças infecto-contagiosas), por exemplo, até o final do ano passado existiam apenas oito funcionários, para se revezarem em quatro turnos”, conta. “Tudo isso faz com que os servidores em atividade se sintam sobrecarregados, o que acaba se refletindo na qualidade do atendimento dado aos pacientes”.

Muitos dos problemas citados durante a reunião de ontem deram origem à última greve dos servidores do HC, que teve início no último dia 23 de junho. A paralisação deve ser encerrada na próxima segunda-feira, quando os serviços do hospital devem voltar à normalidade. O fim da movimentação foi gerado pela promessa do governo federal de que, a partir do próximo dia 15, será enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para criação de um plano de carreira aos servidores.