O Paraná já registrou 1.019 casos e 202 mortes por gripe em 2016. Apesar de ser o maior número de óbitos causados pela doença desde a pandemia mundial de 2009, quando o Estado contabilizou 393 mortes, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) classifica o quadro como “estado de alerta”, a exemplo do que ocorre em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo a chefe do Centro Estadual de Epidemiologia da Sesa, Júlia Cordellini, não há histórico epidemiológico para caracterizar uma epidemia no Estado.

Do total de notificações de influenza no ano, 946 casos e 183 mortes estão relacionados ao H1N1, vírus que está em maior circulação no Estado e já foi notificado nas 22 Regionais de Saúde. Júlia atribui o expressivo crescimento dos números à antecipação da sazonalidade, já que os dois primeiros óbitos ocorreram em março, e ao comportamento do vírus respiratório. “Nos dois últimos não tivemos muitos casos de H1N1, predominou o H3 e a influenza B. Agora a população está mais suscetível ao H1N1, que tem a letalidade muito maior, apesar de não ter sofrido mutação desde 2013”.

Segundo a Sesa, a maior parte das vítimas fatais são doentes crônicos e idosos. “Tem chamado a atenção também os óbitos na faixa etária de 50 a 59 anos. Alertamos para quem tiver sintomas da gripe a buscar o serviço de saúde. Para o H1N1, temos o tratamento antiviral Tamiflu, não adianta tomar chá, Melagrião ou Dipirona”, orienta. Este ano já foram distribuídas mais de 220 mil doses do medicamento no Estado. A campanha pública de vacinação imunizou 3 milhões de pessoas, quase um terço da população do Paraná.

Não esqueça a prevenção!

Júlia destaca ainda que a população “baixou a guarda nos cuidados preventivos”. Para evitar que os números de H1N1 aumentem, o governo do Estado lançou a campanha “Não espalhe a gripe. Espalhe essas dicas”. Além de vídeos nas redes sociais, a Secretaria da Saúde disponibiliza cartazes e panfletos para divulgação dos cuidados necessários para evitar o contágio pela doença. Os materiais podem ser obtidos no www.saude.pr.gov.br ou na Rua Piquiri, 160 – Rebouças, em Curitiba, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h.

A campanha dá orientações como lavar as mãos, evitar o contato com quem estiver com a doença, cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar, beber muito líquido e manter uma alimentação saudável.

“Contamos com a ajuda da população para que se cuide e, principalmente, repasse esse conhecimento para outras pessoas, como amigos, familiares ou colegas de trabalho para que possamos interromper a cadeia de transmissão”, recomenda.