A Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) ? órgão vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) ? possui um estudo referente à Bacia do Alto Iguaçu que permite a qualquer cidadão a consulta sobre riscos de enchentes naquela região.

O estudo, denominado Plano Diretor de Drenagem para a Bacia do Alto Iguaçu na Região Metropolitana de Curitiba, prevê mais de cem pontos críticos sujeitos a inundações e abrange uma área total de 2.500 quilômetros quadrados, onde estão 2,7 milhões de habitantes.

Essa área representa uma extensão de mil quilômetros de rios ? Iguaçu e seus afluentes, como Atuba, Palmital, Iraí, Itaqui, Pequeno, Belém, Barigüi, Passaúna, Rio Verde, Miringuava e Maurício, entre outros.

De acordo com o diretor de engenharia da Suderhsa, João Lech Samek, o Plano Diretor representa um valioso instrumento para as prefeituras. “É uma forma de orientar para o uso e ocupação racionais do solo. Com base neste estudo, as prefeituras podem evitar o cometimento de injustiças, como a liberação de novos loteamentos em locais inadequados”, avalia. Samek diz ainda que a intenção é buscar um interlocutor em cada Prefeitura envolvida.

Muitas vezes, somente após um de período de fortes chuvas é que as pessoas conseguem avaliar que fizeram a opção errada na compra ou locação de imóveis e terrenos.

Ao todo são catorze municípios envolvidos no Plano Diretor da Bacia do Iguaçu -Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Piraquara, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Magro, Campo Largo, Araucária, Curitiba, Balsa Nova e Pinhais.

Qualquer pessoa ou instituição pode solicitar informações. Para isso, é preciso ir pessoalmente à Suderhsa, que fica na Rua Santo Antônio, 239, em Curitiba, com os dados precisos da localização do imóvel, área ou terreno. A Suderhsa informa que não atende por telefone.