Das mais de 1,7 mil denúncias recebidas pela Vigilância Sanitária de Curitiba na área de alimentos em 2014, mais da metade (50,5%) referiam-se a supermercados da cidade. São denúncias sobre alimentos fora do prazo de validade, armazenamento incorreto e até a presença de insetos e roedores nestes estabelecimentos, entre outras situações. Os restaurantes ficaram em segundo lugar no número de denúncias, com 22,9% dos casos, seguidos de lanchonetes (12,7%), panificadoras (9,6%) e açougues (4,21%). Estes e outros dados foram apresentados nesta quarta-feira (08) na Câmara Municipal de Curitiba pela equipe da Vigilância.

O diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Luiz Armando Erthal, explicou que todas as denúncias que chegam até a Vigilância Sanitária são investigadas e autuadas pelos técnicos. “Nosso objetivo é melhorar a segurança dos alimentos oferecidos à população”, salientou, lembrando da importância da população colaborar através das denúncias pela Central 156, da Prefeitura. “A partir do olho do cidadão é que a gente consegue informações para priorizar o atendimento, porque ali pode existir um risco à população”, declarou.

Além de atender às denúncias da população e demandas encaminhadas pelo Ministério Público, a Vigilância Sanitária também inspeciona hospitais, farmácias, clínicas, instituições de longa permanência de idosos, restaurantes, salões e hotéis. O órgão é vinculado à Secretaria Municipal da Saúde e é responsável por executar as normas federais, estaduais e municipais de defesa e promoção da saúde.

Todas as licenças sanitárias são emitidas pela Vigilância. Somente em 2014, foram 5.747 licenças, que são documentos que atestam que estabelecimentos de interesse da saúde que estão aptos a funcionar de acordo com as regras exigidas dentro das diretrizes sanitárias.

O trabalho dos técnicos da Vigilância Sanitária também é direcionado a produtos, alimentos, serviços, água, solo, resíduos, saúde do trabalhador, pragas e vetores, raiva e leptospirose. Erthal ainda deu destaque às ações educativas e de prevenção (caso do combate ao mosquito da dengue) e à integração com outras secretarias e órgãos municipais.