O papel da educação no conceito e na prática de sustentabilidade foi discutido ontem por especialistas na Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que faz parte da programação da década que trata sobre o assunto instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os esforços unidos de instituições, sociedade civil e poder público pode dar um caráter mais prático à sustentabilidade. O evento acontece em Curitiba até amanhã no Cietep.

“Este é um tema extremamente contemporâneo. É hora da ação. E nós do setor da educação temos que encontrar o caminho para uma educação inovadora”, comentou o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, durante o discurso de abertura do evento.

De acordo com ele, um dos grandes desafios do momento é alinhar as instituições de ensino às demandas da sociedade. “Já passou da hora da sustentabilidade integrar as grades de atividades das universidades”, analisou.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, a sustentabilidade está totalmente ligada ao comportamento prático e ação humana.

A entidade é uma das organizadoras da conferência, ao lado da UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade das Nações Unidas (UNU) e Centro Regional de Integração de Expertise (CRIE).

Participam especialistas de trinta países dos continentes africano, asiático, europeu e americano. A sustentabilidade pode fazer parte do dia-a-dia do aluno que frequenta um curso, por exemplo.

Por meio da educação terá noções e tomará atitudes que vão aliar o meio ambiente e a ação social, sem deixar de lado o viés econômico. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Paraná tem cerca de 40 projetos que trazem a sustentabilidade para a sala de aula.

“São temas transversais aos cursos, como a responsabilidade social e a cidadania. O projeto Indústria Itinerante, por exemplo, leva conceitos de bem-estar. A gente viveu um período em que falar de sustentabilidade era falar só de meio ambiente. Mas é preciso ficar atento aos fatores econômicos e sociais”, explica Marco Antonio Areias Secco, diretor de operações do Senai/PR. Mais informações sobre a conferência no site www.eds2010.com.br