Os taxistas estão na bronca com a quantidade de documentos que precisam entregar para participar da licitação que aumentará a frota de táxi em mais 750 veículos. A comissão de licitação da Urbs exige 23 documentos, entre eles: Carteira Nacional de Habilitação com EAR (Exerce Atividade Remunerada), atestado médico para exercício da atividade, declaração de regularidade de contribuinte individual, certidão da Vara de Execuções Penais e declaração que prestará o serviço em pelo menos 30% do tempo total de operação do táxi.

Os motoristas também criticam os custos da burocracia. Cada taxista está gastando em média R$ 200 para obter todas as certidões e declarações necessárias para participar da licitação. “É um custo muito alto para nós, fora que não sabemos se vamos ou não entrar na escolha. Então é um preço alto para algo que não é garantido”, afirma César Correia, taxista há 15 anos. Ele reclama também do pagamento de INSS como autônomo, sendo que funcionários de empresas de táxi já recolhem o imposto na fonte. “Como vamos ter que pagar dois impostos equivalentes? Não tem sentido algum. Não sei se sou funcionário ou dono do meu próprio negócio. Além disso, não sabemos se isso vai acarretar em benefício fixo na aposentadoria”, questiona.

Desnecessário

O taxista Mauro Roberto dos Santos, na pista há 10 anos, conta que há documentação desnecessária exigida para a licitação. “Tem coisas que é difícil de acreditar. Por exemplo, a declaração de tempo de serviço. Precisamos pedir para a Urbs um papel que diz o nosso tempo de trabalho e pagar R$ 20. Para quê? Para entregar para a própria Urbs. Se você fizer as contas, isso dá um dinheirão. Então, tem coisas que não dá para entender”, argumenta.