O cenário de fim dos tempos que se formou por volta das 16h de sábado (08), em função da tempestade acompanhada por fortes rajadas de ventos com velocidade de até 85 km/h, por sorte, não provocou mortes.

Mas poderia, já que a Central de Operações do Corpo de Bombeiros Militares (Cobom) registrou mais de 100 solicitações envolvendo quedas de árvores em Curitiba e Região Metropolitana (RMC), destelhamentos e alguns deslizamentos.

O lado norte da cidade foi o mais afetado, porém, nas demais localidades onde existem áreas bastante arborizadas e povoadas o quadro foi de destruição com galhos e árvores espalhadas junto aos fios de alta tensão.

Com tantas solicitações e um efetivo de apenas 10 viaturas, os bombeiros acabaram priorizando as situações mais graves no sábado, para retomar os trabalhos ao longo de todo o domingo (09).

No Centro Cívico, por exemplo, uma equipe já trabalhava para demarcar as regiões mais afetadas, mas ainda havia troncos e galhos pelos dois lados da rua Deputado Mário de Barros.

Duas moradoras do bairro, a depiladora Elicir Vieira, 59 anos, e a auxiliar administrativa Leondina Schimieguel, 68 anos, aproveitaram para recolher algumas mudas das árvores derrubadas.

“Vamos fazer mudas de Quaresmeira”, revelou Leondina. “Tudo que eu planto dá. É uma forma de transformar toda a tragédia de ontem em vida nova”, explicou Elicir.

Ela ficou até 20h de sábado removendo a água que entrou na casa dela, que fica na rua Alberto Bolliger. “Não teve jeito, a água subiu muito com a tempestade e ficamos sem luz por horas”, acrescentou.

Conforme os dados da Companhia de Energia do Paraná (Copel) cerca de 40 mil pessoas ficaram sem energia em Curitiba. Na RMC e no litoral mais quatro mil ficaram sem luz.