A forte chuva que atingiu Curitiba no início tarde desta sexta-feira (24) causou alagamentos em várias regiões da cidade, obrigando o Corpo de Bombeiros a realizar diversos atendimentos de emergência.

A farmacêutica Fábia Fornara teve o seu carro totalmente invadido pela água. O veículo, um Chevrolet Celta, estava estacionado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, no Água Verde, quando foi inundado e saiu boiando, parando em frente a uma clínica, no outro lado da avenida.

Uma funcionária da clínica disse que toda vez que ocorrem chuvas fortes as ruas da região alagam e que, no ano passado, chegou a se formar uma cratera na Getúlio Vargas.

Ela disse ainda que até agora nada foi feito para solucionar o problema. Já o morador Cleverson Timóteo teve a sua residência alagada e, juntamente com a sua esposa, estava retirando a água com baldes.

Já no cruzamento entre as ruas Brasílio Itiberê e Nunes Machado, no Rebouças, os bombeiros receberam um chamado para resgatar crianças que estariam ilhadas dentro de um carro.

Alagamentos também foram registrados na Avenida Visconde de Guarapuava, nas proximidades da Câmara Municipal, na rua Carlos de Carvalho, bem como na esquina das ruas Visconde do Rio Branco com Visconde de Nacar. As ruas Almirante Gonçalves, Alferes Poli, Marechal Floriano Peixoto e Nunes Machado também apresentaram pontos de alagamento.

Por conta da chuva, os semáforos na quadra das ruas Francisco Frischmann com Silvio Zeny e Avenida Arthur da Silva Bernardes, no Portão, ficaram em alerta.

Prefeitura aguarda verba para obras

De acordo com o engenheiro Wilson de Almeida, do Departamento de Pontes e Galerias da Prefeitura Municipal de Curitiba, nos últimos três dias choveu mais de 85 milímetros, índice equivalente a 15 dias de precipitação.

O engenheiro afirmou que o problema na região do Água Verde é antigo e que existe uma solicitação feita pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), junto ao Ministério das Cidades, para se fazer uma intervenção no Rio Água Verde.

Com um orçamento girando entre R$ 30 e R$ 45 milhões, o projeto envolveria a construção de uma galeria contendo um canal extravassor para minimizar os impactos decorrentes das grandes chuvas. “O problema é grave e a obra precisa ser feita o mais rápido possível”, disse Wilson.

Confira a galeria de fotos da chuva em Curitiba.