A utilização do termo “biodegradável” ou “oxibiodegradável” para as sacolas que estão servindo de alternativa àquelas de plástico comum pode estar errada, segundo avaliação do Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.

De acordo com o presidente do órgão, Francisco Esmeraldo, essas sacolas não têm a principal característica que as tornaria biodegradável: não se transformam em CO2 e água no meio ambiente, em um prazo de seis meses.

Esmeraldo vai mais longe e diz que essas sacolas são ainda mais poluidoras do que as sacolas comuns. Ele explica que elas degradam e soltam pequenos pedaços, o que pode contaminar córregos, rios, e mares.

“As sacolas comuns ainda podem ser recicladas, mas essas soltam pó, que se espalha facilmente. Esse pó é contaminado com aditivos que são altamente poluentes”, disse.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) vem desenvolvendo ações para que os estabelecimentos comerciais substituam as sacolas plásticas por aquelas cujo material se decompõe rapidamente.

Segundo a Sema, as biodegradáveis podem ser compostas por fécula de mandioca, cana e milho. Já as oxibiodegradáveis são as comuns, mas com aditivos, que se degradam em um tempo bem menor, cerca de 18 meses, enquanto as sacolas comuns levam 400 anos.

A professora de Química Orgânica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sônia Zawadzki, explica que a nomenclatura é usada erroneamente porque o termo “oxibiodegradável” remete à informação de que ela deve ser decomposta por microorganismos, como bactérias. Mas o que ocorre é a degradação por meio do calor. Segundo ela, a melhor sacola para ser utilizada ainda é a de pano.