Pela terceira vez em menos de um mês, moradores de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, sentiram o chão tremer. Na madrugada dessa terça-feira (14), um terremoto de magnitude 2,3 na Escala Richter atingiu a cidade, assustando a população, de acordo com registros do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

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Apesar do pequeno potencial destrutivo – segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), uma das referências mundiais no assunto, um tremor dessa magnitude tem capacidade de dano similar à explosão de um bujão de gás – alguns moradores relatam que o pânico foi causado também pelo barulho, causado pela vibração dos vidros das casas. “Cheguei a acordar no momento que deu o tremor. Fez barulho no vidro”, descreveu Clodoaldo Carvalho, morador do bairro Papanduva.

terremoto-rio-bco-reproducao-uspAlguns moradores de cidades vizinhas também relataram ter sentido o tremor. “Isso tem acontecido diversas vezes. Em Itaperuçu, no bairro Capinzal, foi um tremor forte! Os pobres cachorros da vizinhança toda ficaram assustados, assim como muita gente”, descreveu Angélica Pereira.

Outros terremotos

Em 2017, um terremoto maior, de 3,5 graus, abalou a cidade. Além de Rio Branco do Sul, cidades vizinhas, como Itaperuçu e Almirante Tamandaré, também foram atingidas. Já em dezembro de 2018, a terra tremeu em Piraí do Sul, na região dos Campos Gerais. Segundo o Centro de Sismologia da USP, o terremoto chegou à 2,8 na Escala Richter. No final de abril, e também na última semana, outro tremor atingiu a cidade.

Em nenhum dos casos foram registradas vítimas ou problemas estruturais decorrentes dos tremores.

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