Um terreno localizado na Rua João Borsato, esquina com a Caetano Marquesini, no bairro Portão, em Curitiba, virou um “depósito de lixo” e um “mocó” freqüentado por usuários de drogas, gerando protesto de moradores que moram próximo.

“A luta contra o dono do espaço já existe há quase 12 anos. Uma senhora que morava ali, mãe do proprietário, trazia lixo, criava 20 cachorros e por causa da imensa quantidade de sujeira, havia também muitos ratos. Depois que ela faleceu, ano passado, achávamos que o filho dela fosse tomar alguma providência, mas o problema persiste”, reclama a advogada Caroline Chanduha, que mora na região há 17 anos.

Ela informou que tentou resolver o problema com os órgãos responsáveis. “Já fiz diversas denúncias à prefeitura. A Secretaria de Saúde esteve no local quando a senhora ainda era viva, mas ela não permitia a entrada dos agentes. Na última reclamação que fiz, fui avisada que já há um processo fiscal contra o dono do terreno e que o assunto está nas mãos do Ministério Público (MP). A resposta foi de que devemos fazer um abaixo-assinado e entrar na fila para ter a reivindicação atendida”, afirma.

Outro morador vizinho ao terreno, o administrador Aldori Carlos Meyer, diz que há focos de dengue no local. A assessoria de imprensa do MP informou que não recebeu qualquer reclamação sobre o caso.

A orientação foi de que a reclamante procure a Promotoria de Justiça de Proteção do Meio Ambiente e explique a situação do local para que alguma medida possa ser tomada. A reportagem de O Estado tentou conversar com a prefeitura, mas por ter sido feriado antecipado ontem (Dia do Funcionário Público) não foi possível contactá-la.