O Grupo de Fiscalização Móvel para Erradicação do Trabalho Escravo e Degradante na Região Sul está tendo dificuldades em localizar os trabalhadores em situação degradante que foram encontrados esta semana na Comunidade Santa Fé, zona rural do município de São Mateus do Sul, no sul do Estado.

Das cerca de 60 pessoas cadastradas pelo grupo e que trabalhavam no corte de madeira, sem equipamentos de proteção ou moradia, apenas 20 foram encontradas ontem.

Continuar o contato com esses trabalhadores é fundamental para que os integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) montem cadastro com o período de trabalho de cada um. Com base nesse levantamento será possível calcular o valor que deve ser pago pelo empregador a eles.

Ontem, uma nova reunião foi feita entre o grupo móvel e a Petrobras, proprietária da área, faltando apenas a desapropriação de uma parte do local, o que deve ser regularizado até 2009.

A Petrobras já esclareceu que não é responsável pelas condições dos trabalhadores, mas, sim, antigos donos do terreno, que teriam ficado com o trabalho de limpar a área e fazer o corte de madeira.

No entanto, como proprietária do local, a questão está sendo tratada com a própria Petrobras, que deve apresentar os empregadores responsáveis. “Uma proposta de acordo deve ser entregue na próxima segunda-feira à Petrobras”, informou o procurador do MPT Gláucio Araújo de Oliveira.