Sintcom-PR / Divulgação
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Um dos encontros aconteceu
ontem, em Curitiba.

Os trabalhadores dos Correios do Paraná prometem entrar em greve a partir do dia 13 de setembro. A decisão foi tomada durante assembléias realizadas em sete cidades do Estado. A categoria reivindica um aumento salarial de 47,17%, mas a empresa ofereceu apenas 8%. Na próxima terça-feira, estão programadas passeatas para informar a população sobre a greve em Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom/PR), Nilson Rodrigues dos Santos, afirmou que o índice salarial de 47,17% é resultado da soma da reposição da inflação dos últimos doze meses (6,61%), da reivindicação de reajuste real (20%) e da primeira de três parcelas das perdas de anos anteriores. O sindicalista explicou que as perdas estão acumuladas desde 1994, totalizando 52,23%, e eles aceitam receber esse valor em três parcelas. No entanto, a empresa ofereceu um reajuste de 8%, que fica bem abaixo do que pretende a categoria. "Depois de mais de um mês de enrolação, a direção da ECT apresentou uma proposta indecente", avalia.

Mais pedidos

Além da reivindicação de aumento salarial, os trabalhadores dos Correios reivindicam a elevação do piso salarial, de R$ 448 para R$ 932. Nilson Rodrigues dos Santos acrescenta que dos 5,7 mil trabalhadores dos Correios no Estado, 45% são carteiros, e que recebem os menores salários. "Um carteiro em início de carreira recebe hoje, em valores brutos, exatos R$ 448,28. O valor líquido dessa remuneração equivale a pouco mais de um salário mínimo. É muito baixo em relação à cúpula da empresa", falou o sindicalista.

Outros pontos que fazem parte da negociação dos trabalhadores dos Correios são a implantação do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), condições mínimas de segurança nas agências onde funciona o Banco Postal, a reintegração de trabalhadores demitidos, novas contratações por concurso público e o fim das terceirizações.

Outra exigência, diz respeito à nomeação dos cargos comissionados dentro da empresa. A pauta nacional de reivindicações prevê eleições diretas para a nomeação de supervisores, chefes e diretores dos Correios, que passariam, também, a ser avaliados pelos trabalhadores.