Elizabeth Hitomi torce pelo Brasil e Japão.
Sua filha Temilyn, só pelo Brasil.

Em tempo de Copa do Mundo, uma boa pedida é conhecer um pouco mais da cultura de um dos países anfitriões da festa. Termina hoje o Festival da Imigração japonesa, o Imim Matsuri, na Praça do Japão, em Curitiba. O visitante pode apreciar a culinária, artesanato e danças de origem nipônica.

Ontem a dança dos tambores Obom Odori abriu a comemoração. A tradição é para trazer alegria e boa colheita. Dentre as comidas típicas, uma das mais apreciadas é o Tempurá, um empanado de legumes, como cenoura e abóbora picadinhos. Outro prato é o Sashimi, feito de filé de peixe cru, que pode ser acompanhado com shoyo.

O artesanto japonês também impressiona, com destaque para o origâmi (dobradura de papel). Às vezes é necessário até quinhentas dobraduras para se conseguir formar um animal. Cada um deles tem um significado especial. Nairo Aiko Ando, de 77 anos, é filha de imigrantes e explica o significado do cisne. “Ele traz sorte para quem recebe. Por isso é preciso manter ele bem longe de visitas, pois quem toca o cisne pega a sorte da pessoa”, explica. Já o sapinho da sorte, o Kaeru, se colocado na carteira traz de volta o dinheiro gasto. Também pode trazer de volta namorados, trabalho e saúde. O Maneki-Neko é o gato da fortuna e da sorte. É costume mantê-lo em casa comerciais e residências.

Copa

Todos os descendentes estavam com quimono estampado com símbolos brasileiros e japoneses. Os mais velhos se dividem em torcer pelo Brasil e pelo Japão na Copa. Mas os mais jovens preferem o país onde nasceram. Elizabeth Hitomi é da 2ª geração de japoneses. “Quando o Japão joga costumo torcer. Mas também torço pelo Brasil”, fala. Já a filha dela, Temilyn, 15, é bem diferente. “Torço pelo Brasil porque nasci aqui. Nem assisto aos jogos do Japão”, confessa.