Motoristas e cobradores de ônibus ameaçam fazer uma nova paralisação ou até mesmo promover um dia de catracas livres na próxima segunda-feira, caso recebam seus salários sem o reajuste de 9,28% acertado depois da greve que se encerrou há um mês.

O impasse da vez entre a categoria e a classe patronal teve início na última sexta-feira, quando o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Curitiba e Região (Setransp) entrou com uma petição no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A entidade pede que a Urbanização de Curitiba (Urbs) a informe oficialmente sobre o novo valor da tarifa técnica, que foi reajustada de R$ 2,93 para R$ 3,18.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ânibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Anderson Teixeira, o Setransp afirma no documento que a Urbs e a Coordenação da Região de Curitiba (Comec) estariam quebrando o acordado na reunião que definiu o fim da greve. “Por causa dessa demora, eles falam em não pagar o reajuste acordado, incluindo o retroativo do mês passado. Se houver atraso ou recebermos diferente do que foi convencionado, vamos parar ou organizar até uma catraca livre”, ameaça.

Em nota, o Setransp informou que “o reajuste no salário de motoristas e cobradores será pago até o quinto dia útil de abril, a partir do momento em que receber oficialmente a informação da Urbs sobre a nova tarifa técnica”.

A Comec diz que esta é uma responsabilidade da Urbs. Já a Urbs afirma que “o Setransp já foi informado da nova tarifa técnica bem como do cronograma de repasses do Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC)”, que é responsável pela gestão da Rede Integrada de Transporte.

Colaborou: Lucas de Vitta