Desde o início do ano a Prefeitura de Curitiba registrou 45 casos de vandalismo contra escolas municipais, o triplo da média mensal de ocorrências (15). O número é considerado ?aceitável? pelo município, já que no período de férias há uma diminuição na segurança feita pela Guarda Municipal.

O secretário de Defesa Social de Curitiba, Itamar Santos, explica que o período de férias escolares coincide com as férias dos guardas municipais, e por isso acaba acontecendo um maior número de ocorrências, já que o monitoramento nas escolas diminui. Santos explica que, ao longo do ano letivo, um guarda permanece na escola durante o dia, e à noite a segurança fica sob responsabilidade de uma empresa particular – que utiliza alarme e monitoramento. ?Quando o alarme é acionado a empresa vai até o local verificar a ocorrência.? Além disso, 30 guardas se revezam em rondas em frente às escolas.

Porém esse tipo de controle parece que não vem funcionando. Nesta semana, a Escola Eva da Silva, no Capão da Imbuia, foi parcialmente depredada. O imóvel teve os vidros, telhas, portas e bancos de cimento quebrados. Os vândalos ainda picharam as paredes, arrancaram cortinas, e roubaram cadeiras, livros didáticos e brinquedos. O prejuízo deve passar de R$ 4 mil. A diretora Gisele Barone Faria afirma que só o alarme instalado pela empresa particular não resolve o problema de invasão na escola – que começou a ocorrer com freqüência no ano passado. ?Vizinhos relatam que o alarme dispara e os seguranças demoram muito tempo para aparecer na escola.?

Contrato

Há nove anos a Prefeitura utiliza os serviços de empresas particulares na segurança das escolas. O contrato com a atual empresa é de R$ 120 mil por mês para atender 435 equipamentos – escolas, creches, Farol do Saber e unidades de contraturno escolar. Recentemente foi incluído no contrato, além do alarme e monitoramento, a obrigatoriedade de reposição do que for danificado ou roubado. Porém a diretora da Eva da Silva informou que a empresa só irá repor os objetos que estavam em áreas com sensores, que não foram instalados em toda a escola. Segundo o secretário da Defesa Social, o caso da Escola Eva da Silva não se aplica a todos os registros no município, já que na maioria dos casos as ocorrências são apenas pichações ou furtos de pequenos objetos. ?Nós classificamos como ocorrências todas as situações registradas nas escolas, e por isso parece que os número de violações aumentou.? Segundo Santos, houve queda de mais de 50% nos casos. ?No segundo semestre de 2004 foram 144 ocorrências, e no mesmo período do ano passado foram apenas 78.?