A Presidência do Tribunal do Trabalho da 9.ª Região e juízes titulares das Varas Trabalhistas de Curitiba decidiram pela manutenção das audiências e demais atos processuais, mesmo com a continuidade da greve na Justiça do Trabalho. Na sua opinião, a reinvidicação de uma categoria, mesmo que legítima, não pode impor restrições a outras. A administração do Tribunal garantirá o acesso de partes e advogados ao prédio do Fórum de Primeira Instância, mesmo com a greve.

A paralisação, buscando a aprovação do Plano de Cargos e Salários dos Servidores do Judiciário Federal, vem adiando audiências para o próximo ano e, por conseqüência, prejudicando jurisdicionados , especialmente por tratar-se de litígios que envolvem interesses de trabalhadores. “Se de um lado a Constituição Federal garante o direito de greve, de outro também preserva o direito de ir e vir dos cidadãos, cabendo à Administração desta Corte a dotar medidas tendentes à preservação das garantias inerentes ao estado democrático de direito”, explica o presidente do TRT-PR, juiz Lauremi Camaroski.