Segundo a Prefeitura Municipal de Curitiba, a Guarda Municipal de Curitiba impediu, na manhã desta quarta-feira (2), atos de vandalismo e de atentado ao patrimônio público na estação-tubo Central, na rua Presidente Faria, esquina com Marechal Deodoro. A Guarda foi chamada pelo cobrador da estação e por passageiros, que acionaram a central telefônica 153. Um grupo de aproximadamente 100 estudantes, que participavam de uma manifestação, invadiu a estação, pulou a catraca, intimidou passageiros e forçou a abertura da porta automática.

Oito guardas municipais atenderam a ocorrência. Na chegada da Guarda, o grupo correu, um dos estudantes caiu e foi pisoteado por alguns manifestantes. O Siate foi chamado para atender o estudante. Três jovens foram detidos, por dano ao patrimônio, agressão física e desacato. Um deles, com mais de 18 anos, foi encaminhado ao Primeiro Distrito Policial. Os menores foram levados à Delegacia do Adolescente.

O grupo participava de uma manifestação organizada pela União Paranaenses dos Estudantes (UPE) e outras associações estudantis, como UNE, UBES, UPES, UMESC e GECEP. Um ofício enviado aos pais comunicou a liberação dos alunos do Colégio Estadual do Paraná para a participação no movimento. "Os alunos que optarem pela participação no Ato terão as faltas justificadas", diz o documento assinado pela direção do Colégio.

"Lamentamos o incidente e a manipulação de jovens, inclusive incentivados a abandonar as aulas, para promover atos de vandalismo", afirmou o secretário municipal da Defesa Social, Itamar dos Santos.

Estudantes
 
Rafael Clabonde, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), afirma que ele e outros líderes do movimentos tentaram ajudar a controlar os estudantes no momento do tumulto na estação-tubo central. Ele conta que a passeata – que começou às sete horas da manhã no Colégio Estadual do Paraná, passou pela praça Santos Andrade e caminhou até à Boca Maldita – tinha como objetivo pedir o passe livre para os estudantes, exigir qualidade na educação e tornar público os gastos da Urbs, o que foi representado com uma caixa preta. Depois, seguiram até o estação central, onde começou o confronto após alguns estudantes invadirem o tubo. Clabonde afirma que foi ameaçado com arma de fogo, estudantes foram lançados para fora da estação-tubo e que a Guarda Municipal usou instrumentos de choque e spray de pimenta contra os estudantes, o que teria aguçado a confusão. O presidente da UPES foi preso e liberado depois de três horas.