Nem mesmo as campanhas para evitar os trotes violentos realizadas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) sensibilizou todos os veteranos da instituição.

Ontem, no primeiro dia de aula, foram verificados as tradicionais “brincadeiras”. Contudo, alguns cursos exageraram no ritual e estão sendo investigados pela universidade.

De acordo com o chefe da Divisão de Políticas de Graduação da UEL, professor Everson Antonio Moro Cazarim, estudantes dos cursos de Agronomia, Psicologia, Direito e Medicina Veterinária, foram os que mais extrapolaram com os trotes.

“No caso dos veteranos de Psicologia, o agravante foi que o trote foi realizado dentro do campus da universidade, o que é proibido. Os outros cursos fizeram o trote mais agressivo fora das nossas dependências”, diz.

Cazarim revela que o trote que mais chamou a atenção foi do curso de Agronomia. Nele, os alunos saíram da instituição e foram para uma rua ao lado. Os calouros foram obrigados a tirar a camisa e deitar na rua, sem pavimentação, enquanto os veteranos caminhavam por cima deles.

“Deveremos abrir um processo até, no máximo, amanhã (hoje) contra os alunos responsáveis por essa brincadeira. Vamos requisitar as fitas das televisões que noticiaram o caso. Mesmo que o trote não tenha acontecido no campus, vamos requisitar que seja aplicada a pena máxima, ou seja, a exclusão desses alunos da universidade, dada a gravidade da situação”, afirma.

O professor conta também que, apesar desse contratempo, alguns cursos optaram em realizar o chamado trote solidário, que faz com que os alunos troquem o banho de lama, de tinta e ingestão de bebidas alcoólicas, por atividades que beneficiam a população.