A Universidade Federal do Paraná (UFPR), a mais antiga do País, tem bons motivos para comemorar seus 92 anos, hoje. Segundo o reitor Carlos Augusto Moreira Júnior, a instituição termina 2004 com as contas em dia, com 29.904 alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação, com 1.954 dissertações de mestrado e 630 teses de doutorado defendidas, além de possuir planos para expandir suas atividades por todo o Estado.

Mas apesar de a avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para os cursos de pós-graduação ter aumentado significativamente, a UFPR possui um déficit de mais de 300 professores em seus quadros, o que traz a necessidade de constante contratação de substitutos.

A instituição vem captando recursos junto a órgãos federais e estaduais e administrando racionalmente seu patrimônio, de forma que, de acordo com o reitor, para o próximo ano uma das metas é "saldar a dívida oculta", ou seja, investir na melhoria de infra-estrutura de laboratórios, na manutenção e na adequação de prédios para uso de deficientes físicos.

Ele disse também que a universidade continuará perseguindo o objetivo de atuar em todo o Estado, ampliando as atividades de ensino, pesquisa e extensão – realizadas em 118 municípios – desenvolvendo o Campus Palotina e consolidando o Campus do Litoral da UFPR, em Matinhos.

Instituída em 1912, a universidade tinha como objetivos resgatar a auto-estima abalada pela perda de territórios para Santa Catarina após a Guerra do Contestado, além de iniciar um processo de emancipação intelectual e cultural. Isso porque, segundo o reitor, a província era ainda muito ligada a São Paulo. "Embora a emancipação política houvesse ocorrido em 1853, culturalmente isso só foi acontecer após a criação da universidade."