Um grupo de pesquisadores e estudantes do Centro de Estudos em Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR) está desenvolvendo uma tecnologia para cobertura e impermeabilização de aterros sanitários. A pesquisa alcançou bons resultados com um novo método para evitar a percolação (fluxo da água através do solo) do chorume, líquido gerado pela decomposição do lixo e que pode contaminar solo e lençol freático.

O professor do Departamento de Construção da UFPR e coordenador do projeto, Eduardo Dell’Avanzi, explica que o objetivo da pesquisa é desenvolver uma tecnologia que possa ser aplicada em sistemas de cobertura e impermeabilização de aterros sanitários, mas que seja mais barata e com bom desempenho. “A idéia era utilizar barreiras capilares, mas que funcionassem em clima subtropical, com a indução de repelência à água. Ou seja, a água encontra mais dificuldade de penetrar no solo”, comenta Dell’Avanzi.

Na primeira parte da pesquisa, o grupo conseguiu provar a viabilidade técnica do projeto, usando um tipo de spray industrial e areia (como material padrão). “Conseguimos que uma lâmina de nove centímetros ficasse acima da areia sem que a água penetrasse”, conta o professor. Com isso, as chuvas não entrariam facilmente na pilha de lixo. Além disso, não ajudariam na produção e propagação do chorume.

Agora, a pesquisa está em sua segunda fase, na qual o objetivo será desenvolver um produto alternativo que substitua o spray industrial utilizado na primeira etapa de estudos. “A idéia é chegar a um produto com desempenho similar ou melhor, mas com um custo menor”, afirma Dell’Avanzi.