As unidades de saúde de Curitiba podem deixar de abrir na terça-feira da semana que vem caso não evolua a negociação entre a prefeitura e os servidores. Em reunião ontem entre os trabalhadores e o secretário da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Recursos Humanos, Merouji Cavet, a categoria considerou que não houve avanços concretos. Por isso, está mantida a previsão de paralisação.

A coordenadora do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Diana Guerios, conta que foram tratados três itens na reunião: isonomia da carga horária, escala das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e incorporação do benefício IDQ. Segundo Diana, as propostas da prefeitura não atenderam as reivindicações dos trabalhadores. “Não tivemos avanços concretos ainda, por isso teremos nova reunião com a administração na quinta-feira às 14h30”, diz.

Ameaça

Servidores da Fundação de Ação Social (FAS) também podem parar se não tiverem as reivindicações atendidas. Nesta quinta-feira, os funcionários se reúnem em assembleia para definir se entram com ação para cobrar judicialmente a gratificação de 30% para todos os funcionários.

“Existe o debate desde a gestão anterior sobre a gratificação de 30% que hoje é paga apenas aos abrigos e não se estende a algumas categorias, como os Cras e Creas. Tem que haver isonomia entre os trabalhadores”, afirma a representante da FAS no Sismuc, Alessandra Oliveira. Segundo ela, a prefeitura ficou de dar resposta sobre a questão até setembro, o que não aconteceu.