A equipe de fiscalização do transporte coletivo da Urbs fará blitze em pontos estratégicos da cidade para observar os níveis de fumaça emitidos pelos ônibus que circulam em Curitiba. Os carros que estiverem fora dos padrões exigidos terão de ser adequados.

Além das solicitações que chegam pelo telefone 156 e dos pedidos que vêm da Promotoria Pública e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, os vistoriadores também inspecionam terminais de integração e estações-tubo. As blitze serão feitas visualmente nas linhas que têm itinerários com aclives acentuados (subidas). Independentemente de onde venha a solicitação, a verificação é feita sempre na garagem das empresas. No caso das blitze, os passageiros não serão prejudicados.

Esta semana os vistoriadores estiveram na empresa Cristo Rei para fiscalizar três veículos. Um deles foi solicitado por um morador do bairro Uberaba que anotou o prefixo do ônibus pintado do lado de fora do veículo e telefonou para o 156. A reclamação foi feita no dia 2 de maio e a vistoria na empresa ocorreu quatro dias depois. O opacímetro – aparelho que faz a verificação – constatou que o ônibus DA963, que opera na linha Vila Camargo, estava dentro dos níveis exigidos. As outras duas solicitações foram encaminhadas por fiscais do transporte coletivo. Um dos ônibus também não apresentava problemas e o outro não passou no teste e já está sendo consertado pela empresa.

A medição de opacidade nas empresas é feita de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e segue os parâmetros fixados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece níveis de tolerância conforme o ano de fabricação do veículo e o tipo do motor. A verificação é feita com o ônibus dentro da garagem das empresas, bastando que o motor do veículo esteja aquecido e com a temperatura mínima de 80 graus.

Quando vão à empresa para verificar os níveis de fumaça que o ônibus emite (grau de opacidade), os fiscais aproveitam para observar outros itens do ônibus, como condições dos bancos, balaústres, piso e outros componentes que possam estar fora das especificações estabelecidas pela Urbs. “As empresas respeitam o trabalho da fiscalização e normalmente, quando avisamos no dia anterior que vamos verificar determinado veículo, sem saber qual é a reclamação, a empresa se encarrega de verificar se há algum problema no ônibus. Às vezes, quando chegamos para verificar o problema, ele já foi sanado”, disse o vistoriador Adjair Rodrigues. “Quem ganha com isso é o usuário, o meio ambiente e nós, que fazemos o acompanhamento de cada carro”, afirmou seu colega Celso Ferreira Lúcio.

Quando constata alguma irregularidade, a Urbs dá um prazo que varia de uma semana a dez dias para que a empresa conserte o defeito do veículo, que no caso de emissão de poluentes pode ser um ajuste no sistema de injeção eletrônica, limpeza do bico injetor, troca de filtros, reparos nas turbinas ou escapamento amassado ou obstruído.

Depois desse prazo a fiscalização retorna à empresa e realiza os testes novamente. Se o problema persistir, a empresa pode perder o Certificado de Cadastro e Vistoria do ônibus, selo que permite que o veículo seja utilizado no sistema de transporte coletivo. Sem ele, o carro não pode ser utilizado.

O passageiro pode identificar o selo na parte superior do painel do ônibus (cúpula superior). Ele é renovado a cada seis meses. “O nosso objetivo não é retirar o ônibus de circulação. Queremos que todos estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos pela Urbs”, informou o gerente de vistoria e cadastro da Urbs, Elcio Karas.