Levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que a falta de atenção é a principal causa de acidentes nas BRs que cortam o Paraná. Dos 5.911 acidentes registrados entre janeiro e outubro de 2020, 2.198 foram causados pela desatenção do condutor. A segunda principal causa é a desobediência das normas de trânsito, com 779 ocorrências no período. Semana passada, a PRF lançou a Operação Rodovida junto com outras corporações, como o Batalhão Rodoviário da Polícia Militar, que vai monitorar o alto fluxo nas viagens de fim de ano.

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Levando em conta apenas os 1.535 acidentes graves, nos quais há registro de pelo menos uma vítima grave ou óbito, a falta de atenção foi responsável por 493 ocorrências. Segundo a policial rodoviária federal Andressa Mariotto, nestes casos, o principal vilão nas estradas ainda é o celular.

“O policial não coloca isso no boletim, porque é muito difícil de provar que ocorreu. Mas transitando pelas estradas você ainda percebe muitas pessoas usando aparelhos celulares. É a prática de olhar o celular ‘rapidinho’ quando recebe uma notificação, responder uma mensagem. As pessoas não conseguem se controlar, esperar chegar a algum lugar”, comenta.

Colisão traseira é o principal tipo de acidente

Ainda de acordo com a policial, entre os motoristas de carga, o que causa a falta de atenção, muitas vezes, é o cansaço. “A falta de descanso também é um fator frequente, especialmente entre os motoristas profissionais. A perda de reflexo quando o motorista está cansado chega a ser igual ou pior à perda observada por conta de embriaguez”, afirma.

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A terceira maior causa de acidentes é a direção em velocidade incompatível com a via com 744 ocorrências), seguida pela ingestão de álcool com 535 ocorrências e defeitos mecânicos no veículo, com 333. Já o principal tipo de acidente registrado é a colisão traseira, responsável por 1.163 das quase 6 mil ocorrências registradas.

De acordo com Mariotto, um dos principais fatores que contribuem para este tipo de colisão é a direção sem manter uma distância segura do veículo à frente. A PRF alerta também para o risco de pequenas colisões resultarem em tragédias maiores.

“Muitas vezes o motorista se envolve numa colisão pequena, apenas com danos materiais. Com medo de não ter o seu dano compensado pelo outro motorista, ele não tira o carro da pista até que cheguem as autoridades Daí a chance de ocorrer um acidente pior é muito grande. Para os veículos pesados de carga, por exemplo, é muito difícil frear a tempo. Isso pode resultar num acidente mais grave”, afirma.

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Segundo a PRF, é preciso tentar retirar os veículos da via quando não há vítimas, além de sinalizar a situação com o pisca alerta imediatamente e com o triângulo. Já quem se depara com um acidente à frente, a orientação é tentar reduzir a velocidade e, se possível, fazer isso sem frenagens bruscas.