Além das constantes pichações, as janelas
sem vidros comprovam a ação dos vândalos.

O Colégio Estadual Mário Braga, de Piraquara, faz parte da lista de colégios que sofrem com a ação de vândalos. O professor Sérgio Persuhn reclama que as paredes da escola estão todas pichadas, quase todas as salas têm vidros quebrados e ainda há goteiras na única área coberta para os alunos. Ele afirma que a Fundepar está demorando para repassar os recursos para reparos. O chefe de gabinete da Fundepar, Amaral Filho, informou que nos próximos dias os recursos devem ser liberados. A demora acontece porque se obedece a ordem de chegada dos pedidos e também porque são priorizados os casos urgentes.

O professor diz que a escola foi pintada no ano passado, mas agora o que se vê pelas paredes são rabiscos. A ação dos vândalos é facilitada pela falta de muro: apenas uma tela separa os marginais da escola. A aluna Ana Gabriella Alves, de 13 anos, reclama do estado da unidade. “É ruim, fica feio. As pessoas que vêem de fora acham que o ensino aqui é uma porcaria por que está tudo pichado.”

De acordo com Persuhn, o colégio já solicitou recursos para a construção do muro, mas o valor é muito alto e a Fundepar ainda não dispõe dessa verba. Ele completa falando que com o aumento da ação dos vândalos é grande o número de estabelecimentos que fizeram o mesmo pedido. A obra no Mário Braga ficaria em R$ 68 mil.

Outro problema da escola são os vidros quebrados, a maioria das 26 salas tem pelo menos dois nessa situação. “Quando chove, molha. Quando está frio, entra vento”, diz Rafael Machado da Silva, 12. Persuhn fala que o colégio, nos próximos dias, estará recebendo o dinheiro para esses reparos menores. Mas o professor reclama ainda de outros problemas, como o mato que cresce em volta do colégio e a falta de uma passarela para evitar que os alunos se molhem em dias de chuva, para ir do portão até as salas de aula, já que a distância é grande.

O professor atribui parte da situação atual à direção, uma vez que a escola está sob intervenção. Os professores do estabelecimento não aceitaram a resolução 4313/01 da Secretaria Estadual da Educação, que obrigava os candidatos à direção a passar por um teste seletivo. Como ninguém da escola fez a prova, o Estado nomeou um interventor. A atual diretora disse que não tinha autorização para comentar os problemas do colégio.