A Usina de Valorização de Rejeitos, em Campo Magro, mantida e administrada pelo Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC), aumentou em 30,81% a venda de lixo reciclável em 2007. No ano passado, a usina arrecadou R$ 590 mil. Neste ano, até novembro, a arrecadação foi de R$ 772 mil. "Curitiba é referência na separação do lixo. Esta usina é um dos exemplos que o Município tem para preservação do meio ambiente e captação de recursos que são aplicados na área social", afirmou a presidente da Fundação de Ação Social, Fernanda Richa, que visitou a usina nesta sexta-feira (14).

As campanhas recentes promovidas pela Prefeitura de Curitiba para incentivar a população a separar o lixo de forma seletiva (papel, plástico, metal e vidros) contribuíram para o aumento. "A população tem uma participação fundamental neste trabalho", disse a presidente do IPCC, Helena Pereira Oliveira.

O processo de separação do lixo que chega à usina é feito em duas esteiras automatizadas. Depois de separado, o material é prensado e vendido para empresas de diferentes setores. Os recursos obtidos com a venda são aplicados em programas sociais desenvolvidos pelo IPCC e usados na manutenção da usina e seus 80 funcionários.

Nas indústrias, o material reciclável da usina é usado para fabricação, por exemplo, de uma telha feita com tubos de pasta de dente reciclados. Outro produto da reciclagem que está sendo usado pela indústria da construção civil é o tijolo de concreto leve, que tem em sua composição materiais obtidos da reciclagem, como o isopor e garrafa de plástico PETI, que conferem leveza ao produto e garantem isolamento térmico à construção.

A população pode ajudar bastante na reciclagem, mas certos produtos não devem ser descartados no lixo reciclável, como guardanapos usados de papel, fraldas, papel higiênico e absorventes femininos. Estes materiais devem ir para o lixo orgânico.