Na contramão da volta precária da frota do transportes coletivo, o vendedor ambulante César Estevan de Sena foi com um arsenal de espetinhos para tentar compensar o prejuízo acumulado entre terça e quarta.

“Ontem (terça) nem consegui chegar ao meu ponto do Terminal do Guadalupe e, hoje (ontem), só depois que a greve acabou que comecei a trabalhar. Deixei de vender uns 600 espetinhos.

É um prejuízo da greve que sobra para mim”, constatou.

Marcos Borges
Itor: dobro.

Já os taxistas do ponto próximo ao Terminal do Guadalupe afirmaram que ganharam o dobro.

“Ao contrário das centrais, que deixaram de atender à população por telefone. Nós tentamos suprir a falta do transporte”, contou o taxista Ítor Marques.

O colega de ponto, Douglas Rosa, confirmou: “Prestamos socorro à população e pegamos até quatro corridas no mesmo táxi para não deixar ninguém no ponto e sem exploração.

As pessoas rachavam a quilometragem rodada”, assegurou.