Em um período de apenas três semanas, o Litoral do Paraná já registrou quase o mesmo número de ‘queimaduras’ por águas-vivas e caravelas de toda a temporada passada. Até agora, foram 905 casos registrados pela Secretaria de Estado da Saúde desde o último dia 21 de dezembro. Na temporada inteira de 2017/2018, foram 1.188 ocorrências.

De acordo com a tenente do Corpo de Bombeiros Ana Paula Zanlorenzi, o aumento está relacionado à maior quantidade de pessoas e animais na água. “Os dados emitidos pela Polícia Militar e pelas prefeituras mostram que temos mais pessoas na praia e os dias também foram mais chuvosos no ano passado, então tínhamos menos pessoas na água. E daí temos os fatores ambientais e meteorológicos, a temperatura da água, os ventos, as correntes que trazem esses animais para o nosso litoral”, explica.

As ‘queimaduras’ ou intoxicações provocadas por águas-vivas podem provocar reações diversas em diferentes pessoas, causando desde vermelhidão até dores de cabeça, tonturas e vômito. Já o contato com as caravelas pode ser ainda mais grave, já que a toxina pode atingir a corrente sanguínea e afetar todo o organismo.

Por isso, a orientação do Corpo de Bombeiros em caso de contato com um desses animais é lavar o local com água do mar e procurar o posto de guarda-vidas mais próximo para aplicação de vinagre. “A pessoa nunca deve passar água doce, nem esfregar o local, mesmo que tenha sensação de coceira ou ardência, já que isso pode espalhar a toxina pela pele ou pelo corpo”, diz a tenente.

Se a pessoa souber que foi queimada por uma caravela ou se, algum tempo depois, apresentar algum dos sintoma citados, ela deve buscar atendimento médico imediatamente.

Prevenção

Os acidentes com águas-vivas e caravelas acontecem quando os tentáculos dos animais encostam na pele das pessoas. Como os tentáculos são longos, principalmente os das caravelas, nem sempre os animais precisam estar próximos o suficiente para serem avistados ou identificados.

Para evitar as queimaduras, a primeira orientação é perguntar aos bombeiros se há ocorrência desses animais no local escolhido para o banho de mar. Além disso, é preciso ficar atento ao mar e manter distância ou sair da água caso algum seja avistado — além de avisar quem está por perto. As água-vivas ficam dentro d’água o tempo todo, mas a caravela parece uma bexiga azul e roxa boiando na água.

Caso os animais sejam encontrados na areia, o contato também deve ser evitado. “Ele pode estar vivo ou ter morrido há pouco tempo, e pode liberar toxina e provocar a queimadura”, afirma Zanlorenzi.

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