No verão, as pessoas se preocupam mais com a aparência física e os cuidados do corpo, mergulhando por vezes na onda de beleza a qualquer custo. Porém, como há tratamentos que requerem somas absurdas de dinheiro, existem aqueles cujo custo é demasiado à saúde dos usuários.

No rol de tratamentos usados para melhorar a aparência pessoal está o alisamento capilar, por escova progressiva. Processo que virou moda e é largamente divulgado por salões de beleza e clínicas de estética.

O método usado para a escova progressiva é semelhante ao alisamento japonês e às escovas francesa ou definitiva. Porém, nem sempre tal método lança mão de produtos confiáveis e registrados na Anvisa, como é o caso do formol, substância indicada apenas como conservante, pois evita a contaminação em produtos de higiene pessoal e cosméticos. A concentração permitida de formol é de 0,1% para produtos de higiene oral e de 0,2% para cosméticos. A exceção fica por conta dos produtos para endurecimento das unhas, nos quais a concentração é de 5%.

ORIENTAÇÕES – ?O formol é cancerígeno, mas, nas concentrações previstas por lei, como conservante, ele não causa danos à saúde. Em contato com a pele e o couro cabeludo, o formol pode causar coceira, queimadura e vermelhidão. Aos olhos, o formol causa irritação, ardência e lacrimejamento; e quando inalado, coriza, falta de ar, tosse e dor de cabeça?, explica a farmacêutica da Vigilância Sanitária de Produtos da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, Jaqueline Justi.

Segundo ela, para alisamentos capilares a Anvisa permite apenas o uso de substâncias como hidróxidos de sódio, potássio, cálcio e lítio; tioglicolato de amônio e carbonato de guanidina.

?Os rótulos devem apresentar a composição do produto e ainda a concentração de ativo ou ativos, modo de usar e advertências obrigatórias como, por exemplo, não aplicar se o couro cabeludo estiver irritado ou lesionado?, orienta a farmacêutica, lembrando da importância de verificar se o salão possui um profissional com experiência na aplicação do produto desejado, se o produto a ser utilizado possui registro na Anvisa e está dentro do prazo de validade.

?Além disso, deve-se esclarecer com o cabeleireiro, antes do procedimento, todas as dúvidas existentes sobre o método e o produto a serem utilizados?, diz Jaqueline, indicando que as irregularidades devem ser denunciadas nas Vigilâncias Sanitárias municipais ou na Ouvidoria da Secretaria de Estado da Saúde, pelos fones (41) 3330-4414, 3330-4415 e 0800-644-4414.