Os vigilantes de transporte de valores que atuam em todo o Estado aprovaram o indicativo de greve para o dia 1º de fevereiro, em assembléias realizadas na noite desta quinta-feira (26). Uma nova reunião dos trabalhadores está marcada para a noite do dia 31 de janeiro. “De repente pode ser para avaliar uma proposta das empresas”, explica o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares.

A entidade já fez o comunicado sobre a greve para as empresas de transporte de valores. De acordo com Soares, nesta sexta-feira (27) as empresas sinalizaram que querem retomar as negociações. Mas ainda não há nenhuma nova rodada de conversas marcada para os próximos dias.

Os vigilantes de transporte de valores reivindicam a reposição da inflação conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos doze meses mais aumento real, totalizando 10% de reajuste salarial. A categoria quer um aumento no vale alimentação, de R$ 16 para R$ 20 por dia.

Os vigilantes patrimoniais, que também estão em campanha salarial, pediram a reabertura da negociação sobre o aumento nos salários e no vale refeição. As empresas de segurança privada ofereceram a reposição salarial pelo INPC mais 0,94% de aumento real. Também propuseram um reajuste de 3,22% no adicional de risco e de R$ 2 no vale refeição, que hoje é de R$ 13. A categoria reivindica o INPC mais 5% de aumento real, além de 5% no adicional de risco e de um vale refeição no valor de R$ 17.