O interesse pela prestação de serviço voluntário vem aumentando a cada ano entre pessoas físicas e jurídicas do Paraná. O assunto foi discutido ontem, por integrantes do Instituto Ethos de Empresas de Responsabilidade Social e do Centro de Ação Voluntária de Curitiba, em evento de abertura da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, no Cietep, em Curitiba.

Segundo a presidente do centro, Malu Nunes, o perfil das pessoas que prestam serviço voluntário vem mudando ao longo do tempo. Antigamente, apenas aposentados e donas de casa realizavam a atividade. Hoje, o envolvimento dos jovens é grande. ?Várias universidades mantêm projetos de voluntariado e os próprios estudantes estão buscando uma formação mais completa. A realização de serviço voluntário transformou-se, inclusive, em um diferencial a ser acrescentado no currículo?, afirma.

Há alguns anos, as pessoas também buscavam atuar como voluntárias apenas nas áreas de saúde e assistência social, nas quais eram mais requisitadas. Atualmente, são diversos os ramos de atividade, como meio ambiente, esporte, cultura, educação, entre outros. ?O voluntariado faz bem tanto à instituição beneficiada quanto à pessoa que o desenvolve, que passa a se sentir importante e encontrar satisfação pessoal por estar ajudando alguém.?

Dentro das empresas, o desenvolvimento de projetos de responsabilidade social também vem se tornando um diferencial. O gerente de relações internacionais do Instituto Ethos, Marcelo Lingüitte, acredita que mais da metade das empresas brasileiras realize algum tipo de trabalho em benefício da sociedade, mas que muitas delas nem sabem que o que estão fazendo é responsabilidade social.

?A preocupação com a responsabilidade melhora o ambiente de trabalho, faz com que os funcionários se tornem mais unidos e engajados no trabalho, reduz custos, valoriza a imagem institucional e melhora o relacionamento entre a empresa e a comunidade que a cerca. As empresas que buscam o sucesso não podem mais se preocupar apenas com o lucro ou com o lucro a qualquer preço.?

Marcelo diz que, na hora da compra, a maioria das pessoas ainda leva em conta apenas preço e qualidade. Porém, esta realidade começa a mudar e 20% dos consumidores brasileiros já consideram a forma como as empresas se relacionam com a sociedade e com o meio ambiente antes de adquirirem determinados produtos. ?Muitas vezes, as pessoas deixam de considerar o engajamento social por falta de informação, mas cada vez mais ele vem se tornando um diferencial.?