Foto: Lucimar do Carmo

Gisélia: vacinas fornecidas.

Além de gerarem benefícios aos seres humanos, os animais também podem transmitir uma série de doenças às pessoas.

Ontem, as principais zoonoses presentes no Brasil e no Paraná foram tema de palestras, realizadas em Curitiba, dentro da Semana Acadêmica de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Dentro do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde trabalha com o controle e a prevenção de quatro tipos de zoonoses: a raiva animal, a hantavirose, a leptospirose, e a cisticercose.

?No que diz respeito à raiva animal, são realizados trabalhos de fornecimento de vacinas a animais nas cidades de Toledo e Foz do Iguaçu, que faz divisa com o Paraguai?, informa a integrante da secretaria, Gisélia Rubio.

Já a hantavirose é uma doença transmitida pela inalação de um vírus presente nas fezes, urina e saliva de ratos silvestres, presentes em áreas rurais. Este ano, já foram verificados no Estado seis casos da enfermidade e um óbito. A hantavirose é parecida com a leptospirose.

Nessa, porém, a transmissão acontece através de ratos de esgoto, que vivem em meios urbanos. ?A prevenção se dá através de saneamento básico e eliminação de situações de risco, como contato com água de enchentes e acúmulo de lixo em locais inadequados.?

Em relação à cisticercose, ela é provocada pela ingestão de ovos da Taenia solium, através do consumo de carne bovina ou de porco de origem duvidosa, ingestão de água contaminada e de frutas e verduras mal lavadas.

A neurocisticercose é considerada uma doença grave, causando uma série de problemas e podendo levar à morte. ?A prevenção se dá através da boa higienização de frutas e verduras e da aquisição de carnes que passaram por inspeção.?

No resto do Brasil, segundo o integrante da coordenação nacional de zoonoses do Ministério da Saúde, Ricardo Vianna, também são executadas ações de vigilância relativas à leishmaniose, influenza aviária, febre amarela, doença de chagas, dengue, entre outras enfermidades.

?Também há vigilância contra a febre do nilo ocidental, que é semelhante à dengue, sendo transmitida por mosquito. Não existem casos da doença no Brasil, mas nos Estados Unidos, desde 1999, ela causa entre duzentos e trezentos óbitos a cada ano?, afirma.