Brasília – Os presidentes do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), foram até a Polícia Federal para pedir agilidade nas investigações da negociação do dossiê contra políticos tucanos. Também se reuniram com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reivindicando que a entidade acompanhe o caso.

As visitas formam uma estratégia definida na segunda-feira pelo PSDB, PFL e PPS para pressionar a conclusão das investigações antes do segundo turno das eleições presidenciais no dia 29 de outubro. ?O diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, declarou que está fazendo esforço para esclarecer o crime?, disse Bornhausen.

Na OAB, os presidentes do PSDB e PFL pediram que a entidade selecionasse algum membro para ?fiscalizar? as investigações da Polícia Federal. Contudo, o presidente da OAB, Roberto Busato, avalia que isso não será possível. ?A OAB não pode fiscalizar a atuação da Polícia Federal. A Ordem sempre defendeu transparência dos atos públicos?, disse.

Busato enfatizou que não acredita que a PF esteja ocultando fatos sobre a investigação, mas se comprometeu em enviar o pedido dos partidos da oposição para a Comissão Eleitoral da OAB para análise.