“Pela primeira vez na história do Brasil, um presidente da República colocou o direito humano à alimentação, à segurança alimentar e o combate à fome no campo das políticas públicas das responsabilidades governamentais”, disse o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, na cerimônia pelo Dia Mundial da Alimentação, realizada no Palácio do Planalto. Segundo ele, mais de R$ 15 milhões de recursos públicos foram aplicados em parcerias, em programas que estão apresentando publicamente resultados no âmbito do programa Fome Zero.

Na solenidade, o ministro Patrus anunciou três convênios que estavam sendo celebradas durante a solenidade.

O primeiro, com o Serviço Social da Indústria (Sesi), para a entrega de mais dez caminhões equipados com cozinhas pedagógicas. “Em junho, foram cinco unidades no valor de R$ 500 mil. Hoje, são mais dez no valor de R$ 1 milhão. E pelo convênio que celebramos, até o fim deste ano o ministério terá investido R$ 2,7 milhões neste programa”, informou.

O segundo, com os ministérios da Saúde e Educação, a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação e os Correios, para a confecção e distribuição da cartilha ?Criança Saudável/Educação Dez?. Nesse projeto o governo está investindo mais de R$ 5 milhões. Serão distribuídas 54 milhões de cartilhas em todas as escolas do ensino fundamental da rede pública.

O terceiro convênio é com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Nele, o Governo transfere R$ 7 milhões,
para gerar e difundir tecnologia para pequenos agricultores, para a agricultura familiar, para os assentados da reforma agrária, bem como desenvolver programas educativos.

Cozinha Brasil

Ainda no evento, o Sesi lançou a segunda etapa do programa Cozinha Brasil ? Alimentação Inteligente, com a entrega das chaves das dez unidades móveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cada uma das cozinhas têm capacidade para 30 alunos. As unidades seguirão para os departamentos regionais do Sesi do Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins e Distrito federal.

Segundo o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Menegheli, o problema da fome só estará resolvido com uma melhor distribuição de renda e com o pleno emprego. “Por enquanto, o que se faz com o Cozinha Brasil é dar uma contribuição ao combate à fome no Brasil”, disse.

“Mais do que ensinar a pescar e a ensinar a se alimentar, o programa busca atender aos princípios do Fome Zero, estabelecidos e coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome”, disse Meneguelli.

Segundo ele, a meta é treinar 100 mil pessoas a produzir alimentos inteligentes até 2006, formando ainda 5 mil multiplicadores. O Cozinha Brasil oferece cursos gratuitos nos caminhões.