Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deixou a presidência da Força Sindical na manhã desta terça-feira (18) para disputar as eleições presidenciais como vice na chapa encabeçada por Ciro Gomes (PPS). Em substituição a ele, assume o secretário-geral da entidade sindical João Carlos Gonçalves, o Juruna. A saída de Paulinho e a posse de Juruna foram oficializadas durante plenária da executiva da Força Sindical na capital paulista. O licenciamento de Paulinho é provisório, mas ele afirmou que espera não retornar ao posto. ?Com a ajuda de vocês eu espero não voltar mais. Porque se não estaríamos brincando de fazer candidatura.? Pelo estatuto da entidade, Paulinho não precisaria licenciar-se da Força para disputar as eleições. ?Mas moralmente acho que devo me afastar?, declarou durante a plenária.

Em um breve discurso aos filiados, Paulinho pediu votos e afirmou que a sua bandeira de campanha será a defesa do emprego, principalmente para os jovens. ?A questão do emprego é prioritária para mim e, se eleito, vou batalhar para a criação de um programa de incentivo fiscal para quem contratar jovens?, disse.

Outra proposta de Paulinho, já encaminhada a Ciro Gomes, é a extinção do serviço militar obrigatório. ?O exército deve ser um meio profissionalizante. Quem quiser seguir carreira, aí sim se alista.?  Paulinho afirmou que a partir de amanhã (19) inicia uma série de contatos com empresas em buscas de votos. ?Vou fazer uma assembléia na Deca, que foi a primeira empresa que trabalhei em São Paulo?, antecipou.  Atualmente, 1.800 sindicatos são filiados à Força. Apesar de a entidade ter representantes de diferentes partidos políticos, decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes por causa de Paulinho. Pelo menos dois sindicatos – comerciários e têxteis já declararam apoio a Paulinho.