O ex-prefeito Paulo Maluf deixou, à 1h10 desta madrugada, o prédio do Tribunal Regional Federal, localizado na Alameda Ministro Rocha Azevedo, no bairro de Cerqueira César, e de lá seguiu direto para a sede da Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, zona Oeste da capital paulista.

Desde as 14h, Paulo Maluf acompanhou depoimento de duas testemunhas do processo aberto contra ele e seu filho, Flávio Maluf. Foram ouvidos a perita Monica Semeraro, do Ministério Público Estadual, e o ex-gerente do Banco Safra de Nova York Laércio Brandão Teixeira Filho. A perita depôs durante 5 horas e disse que não poderia revelar o teor do depoimento, mas afirmou: "Confirmei informações técnicas já divulgadas anteriormente".

O ex-gerente do Safra deixou o prédio do Tribunal em meio a um empurra-empurra e, na base das "cotoveladas", se esquivou dos jornalistas. Mônica e Laércio depuseram como testemunhas de acusação no processo que apura o desvio de verbas das obras da Avenida Água Espraiada – atual Jornalista Roberto Marinho – no Brooklin, zona sul da capital paulista, para a conta Chanani, que beneficiaria a família Maluf.

Na saída, o advogado de Maluf, José Roberto Batocchio, falou rapidamente com a imprensa e quis mostrar que tudo transcorre dentro do esperado pela defesa do ex-prefeito. "A defesa está satisfeita com o resultado dos depoimentos. Tenho a impressão que o laudo do Ministério Público Estadual foi totalmente desmanchado. Quem depôs não conhece o Maluf." Batocchio ainda afirmou que os dados apresentados pela acusação estariam contraditórios e que a verdade logo aparecerá. "As coisas não fecham, elas não batem. A mentira tem pernas não muito longas", acrescentou.