Rio de Janeiro – O diretório nacional do PDT decidiu ontem (12), durante reunião do diretório nacional, que dará apoio ao governo federal. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, ressaltou que não serão feitas exigências em troca do apoio.

?Em nenhum momento o presidente da República falou em ministérios, nem nós pedimos. Esse processo de ocupação de espaços no governo depende da proposta do presidente e de nós acharmos se é conveniente ou não. O fundamental é garantir o projeto desenvolvimentista nacional, que priorize a educação, em cima de um modelo ético", disse.

Foram 153 votos a favor da entrada do PDT na base governista e 33 contra. Segundo Lupi, todos os 24 deputados federais pedetistas e dois dos quatro senadores concordaram em apoiar Lula nas votações no Congresso.

Lupi disse que a decisão de aproximar o PDT do PT retoma a trajetória histórica que os dois partidos mantiveram na política brasileira desde o início da redemocratização, após o fim do regime militar.

Quanto ao processo de votação para a presidência da Câmara dos Deputados, Lupi informou que o partido ainda vai estudar as propostas dos dois candidatos ? Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Aldo Rebelo (PcdoB-SP), mas ressalvou: ?Dentro de um governo de coalizão, nós defenderemos que haja uma candidatura única?.

O pedetista disse ainda que irá a Brasília quando for convidado por Lula e frisou que o partido se mantém nacionalista, além de contrário à privatização de empresas e serviços públicos. Sobre o processo de concessão de rodovias, afirmou: ?O povo já paga muitos impostos e não seria justo ter de pagar mais pedágios?.