As indústrias paranaenses de Cosmética e Produtos de Higiene Pessoal devem aplicar as boas práticas de fabricação e desenvolver fórmulas de qualidade internacional para buscar competitividade e destaque no mercado externo. As dicas foram apresentadas na última terça-feira (17), no Senai CIC/Cetsam (Centro de Tecnologia em Saneamento e Meio Ambiente), pelo engenheiro químico Jean-Pierre Arraudeau, especialista em cosméticos que está em Curitiba em missão internacional desde o dia 16 de outubro.

A missão promovida pelo Senai visa atender as necessidades de gestão, qualidade e tecnologia das empresas paranaenses do mercado de cosméticos através de diagnósticos, treinamentos, palestras e seminários ministrados pelo perito francês com o objetivo de torná-las ainda mais competitivas no mercado internacional. A participação das empresas é gratuita.

De acordo com Arraudeau, as indústrias do Paraná devem buscar uma performance de acordo com suas qualidades técnicas. ?Quer dizer, produtos de boa qualidade que tenham uma performance no mesmo nível dos produtos utilizados no exterior. Claro, respeitando as legislações de exploração do produto?, orientou o perito francês, que permanecerá no Paraná até 31 de outubro ministrando seminários para engenheiros e farmacêuticos do Senai CIC/Cetsam, unidade que conta com uma área de conhecimento em Fármacos e Cosméticos.

Além disso, Arraudeau também prestará consultorias a 12 empresas de Curitiba e Região Metropolitana, filiadas ao Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná (Sinqfar), parceiro do Senai na missão internacional. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), através do Programa de Exportação Progex, do governo federal, também apóia o Senai na missão.

?Em termos de competição, as indústrias paranaenses estão em um nível internacional. Há duas questões no Brasil que podem ser exploradas. O país pode ser competitivo tanto em termos de produtos acabados para o mercado internacional como também como uma fonte de matérias-primas de produtos que não são encontrados em lugar algum do mundo?, diagnosticou o engenheiro químico, que já atuou em empresas como L?Oreal de Paris, Elida Gibbs e Unilever. ?Então, o Brasil pode manter um lugar de destaque no cenário internacional, uma vez que existe uma gama de produtos vegetais na Amazônia que podem ser explorados e trazer benefícios aos produtos de cosmética. A Amazônia é uma mina de ouro para o mercado de cosméticos?, concluiu.

Além do mercado interno, disse Arraudeau, as empresas brasileiras devem focar também os consumidores de países da América do Sul e da Ásia. ?Porque são países que estão em um processo de franco desenvolvimento. Na América do Norte e Europa, o mercado já está saturado?, considerou o perito. ?O mercado asiático, em especial, tem um potencial enorme a ser explorado, uma vez que detém quase metade da população mundial. Trata-se de um mercado em evolução econômica que está permitindo que esta população tenha poder de compra e acesso aos cosméticos também?, completou.

Nesta quarta (18), Arraudeau ministrará o seminário ?Tecnologia de shampoos e emulsões?, no Senai CIC/Cetsam. Na quinta (19) e sexta-feira (20), o perito começará a atender as indústrias de Curitiba e Região Metropolitana. Na oportunidade, o especialista preparará um diagnóstico tecnológico do processo de fabricação das empresas.

A segunda semana da missão internacional prevê consultorias às empresas filiadas ao Sinqfar. E, na última semana, Arraudeau comandará um Workshop com técnicos do Senai CIC/Cetsam, quando serão discutidos os diagnósticos realizados nas empresas. Além disso, será discutido também o projeto de criação de um laboratório no Senai CIC/Cetsam sobre controle de qualidade de cosméticos (equipamentos, procedimentos de análise e reagentes) com foco em testes de estabilidade físico-química e microbiológica ?challenge test?, segurança e eficácia.

Serviço:
Missão Cosméticos 2006 ? Senai Paraná
Perito Jean-Pierre Arraudeau
De 16 a 31 de outubro
A participação das empresas é gratuita.